Nos dias atuais a Família Zabot está presente em vários países, espalhados pelo mundo. Nas pesquisas realizadas a maior concentração do sobrenome é no norte da Itália e no sul do Brasil. Na Itália, a família está presente nas regiões do Piemonte, Lombardia, Friuli-Venezia Giulia, Emília-Romagna, Lazio e Vêneto em maior concentração, justamente de onde vieram os nossos antepassados, logo se depreende que é de lá a origem da família Zabot. Os dados poderão ser verificados no Site:
http://www.gens.labo.net/en/cognomi/genera.html?cognome=ZABOT&t=cognomi
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
A Busca das Origens - Viagem a Itália
Não faz muito tempo que o tema me despertou interesse. Penso que ficou mais aguçado quando da minha viagem à Itália em setembro de 1997, que eu a batizei de: “a viagem de volta dos Zabot”. Nessa época eu tinha vagas informações que eles, os ascendentes italianos, teriam vindo de Feltre, que de tão pequena a cidade não conseguia localizar no mapa, afinal naquela época o Google Earth ainda era uma ferramenta desconhecida para mim. Felizmente a Yara, minha sobrinha e grande companheira de viagem tinha morado na Itália e dominava o idioma, o que facilitou profundamente chegarmos à tal cidade. Eu tinha nas mãos um papel com as seguintes anotações: Francesco Zabot, filho de Vittorio e Corona Zabot, nascido em Feltre, província de Belluno, em 1856, casado com Elizabetta de Carli, filha de Renaldi e Margherita de Carli, era tudo o que sabia.
De Milano viajamos de trem a Verona e finalmente a Feltre. Chegamos à tarde em Feltre, indo direto à Paróquia, onde fomos recebidas por um pároco mal humorado, (motivado pela quantidade de brasileiros que pediam pesquisas sobre seus ascendentes italianos) que nos forneceu à pesquisa 5 livros com os registros de nascimento dos anos de 1850. Eram livros grandes, velhos, porém bem conservados. Passamos o resto da tarde folheando os livros tentando encontrar alguma pista sobre o nosso querido bisnono, até que um auxiliar do pároco nos informou que o expediente estava encerrando. Encontramos alguns registros de Zabot, porém nenhum que se aproximasse dos dados do Francesco.
Entre decepção e cansaço resolvemos procurar um hotel para um banho e uma boa cama. No “Hotel Nuovo Garni”, fomos recebidos por uma simpática senhora que não lembro o nome, que intrigada nos perguntou: o que 2 mulheres faziam em uma cidade que não era comum ser incluída nos roteiros turísticos de estrangeiros à Itália. Explicamos que procurávamos sobre o nascimento do meu bisavô. Muito solícita nos informou que conhecia o Sr. Silvano Bertoldin, da Associazione Bellunesi nel Mundo¹, entidade que procura congregar ex-imigrantes de Belluno no mundo e, de imediato, fez um telefonema para esse senhor que ficou de nos procurar no dia seguinte no hotel. Na manhã seguinte, no horário marcado lá estava o Sr. Silvano para nos ouvir, novamente a Yara se encarregou de explicar para ele a nossa expectativa de encontrar a Certidão de Nascimento de Francesco Zabot. Ele nos disse que se tratava de uma pesquisa que levaria algum tempo e se dispos a fazê-la, informou que representantes da Associazione estariam em novembro de 1997 em Florianópolis, participando da Conferenza Dei Veneti Dell’América Latina e que esperava poder levar a Certidão nessa oportunidade. Nos presenteou com alguns exemplares da Revista Bellunesi Nel Mondo e, como tinha um compromisso, nos apresentou ao Sr. Remo Bellot, vice-presidente da Associação. O Sr. Bellot foi incansável nos levando a conhecer toda a cidade de Feltre, numa atitude gentilíssima nos levou a almoçar em sua casa, junto a sua família e nos acompanhando até a estação de trem para continuarmos a viagem.
De volta a Florianópolis, em novembro de 1997, recebemos um telefonema do Sr. Silvano Bertoldin, que aqui estava e que tinha com ele a Certidão de Nascimento de Francesco Zabot. Como estava trabalhando, meu marido, Waldir, que não fala uma palavra em italiano, levou-os (eles também não falavam português) durante o dia inteiro a conhecer Florianópolis e a noite nos encontramos para um jantar, foi quando me entregaram o documento do meu Bisavô. Depois de algumas caipirinhas (caeperenhas) eles entoaram o hino dos emigrantes: “Merica, merica, merica”, nessa mesma noite o Sindaco (prefeito) de Belluno me declarou cidadã Bellunesi me entregando um boton com o brasão da província. Foram horas muito agradáveis e descontraídas. (1) L’Associazione "Bellunesi nel Mondo" (ABM), fondata a Belluno nel gennaio 1966, svolge un’assidua opera sociale, morale e culturale a favore dei concittadini che emigrano o hanno emigrato. L'Associazione opera per la migliore difesa dei diritti umani e della dignità di cittadino italiano nel mondo e della sua identità bellunese. http://bellunesinelmondo.it/
De Milano viajamos de trem a Verona e finalmente a Feltre. Chegamos à tarde em Feltre, indo direto à Paróquia, onde fomos recebidas por um pároco mal humorado, (motivado pela quantidade de brasileiros que pediam pesquisas sobre seus ascendentes italianos) que nos forneceu à pesquisa 5 livros com os registros de nascimento dos anos de 1850. Eram livros grandes, velhos, porém bem conservados. Passamos o resto da tarde folheando os livros tentando encontrar alguma pista sobre o nosso querido bisnono, até que um auxiliar do pároco nos informou que o expediente estava encerrando. Encontramos alguns registros de Zabot, porém nenhum que se aproximasse dos dados do Francesco.
Entre decepção e cansaço resolvemos procurar um hotel para um banho e uma boa cama. No “Hotel Nuovo Garni”, fomos recebidos por uma simpática senhora que não lembro o nome, que intrigada nos perguntou: o que 2 mulheres faziam em uma cidade que não era comum ser incluída nos roteiros turísticos de estrangeiros à Itália. Explicamos que procurávamos sobre o nascimento do meu bisavô. Muito solícita nos informou que conhecia o Sr. Silvano Bertoldin, da Associazione Bellunesi nel Mundo¹, entidade que procura congregar ex-imigrantes de Belluno no mundo e, de imediato, fez um telefonema para esse senhor que ficou de nos procurar no dia seguinte no hotel. Na manhã seguinte, no horário marcado lá estava o Sr. Silvano para nos ouvir, novamente a Yara se encarregou de explicar para ele a nossa expectativa de encontrar a Certidão de Nascimento de Francesco Zabot. Ele nos disse que se tratava de uma pesquisa que levaria algum tempo e se dispos a fazê-la, informou que representantes da Associazione estariam em novembro de 1997 em Florianópolis, participando da Conferenza Dei Veneti Dell’América Latina e que esperava poder levar a Certidão nessa oportunidade. Nos presenteou com alguns exemplares da Revista Bellunesi Nel Mondo e, como tinha um compromisso, nos apresentou ao Sr. Remo Bellot, vice-presidente da Associação. O Sr. Bellot foi incansável nos levando a conhecer toda a cidade de Feltre, numa atitude gentilíssima nos levou a almoçar em sua casa, junto a sua família e nos acompanhando até a estação de trem para continuarmos a viagem.
De volta a Florianópolis, em novembro de 1997, recebemos um telefonema do Sr. Silvano Bertoldin, que aqui estava e que tinha com ele a Certidão de Nascimento de Francesco Zabot. Como estava trabalhando, meu marido, Waldir, que não fala uma palavra em italiano, levou-os (eles também não falavam português) durante o dia inteiro a conhecer Florianópolis e a noite nos encontramos para um jantar, foi quando me entregaram o documento do meu Bisavô. Depois de algumas caipirinhas (caeperenhas) eles entoaram o hino dos emigrantes: “Merica, merica, merica”, nessa mesma noite o Sindaco (prefeito) de Belluno me declarou cidadã Bellunesi me entregando um boton com o brasão da província. Foram horas muito agradáveis e descontraídas. (1) L’Associazione "Bellunesi nel Mondo" (ABM), fondata a Belluno nel gennaio 1966, svolge un’assidua opera sociale, morale e culturale a favore dei concittadini che emigrano o hanno emigrato. L'Associazione opera per la migliore difesa dei diritti umani e della dignità di cittadino italiano nel mondo e della sua identità bellunese. http://bellunesinelmondo.it/
A Busca das Origens - Origem Francesa?
"Não se sabe exato, mas foi, lá pelos séculos XIV a XVI, teriam fugido de uma guerra na França e teriam se salvado entre os montes Vênetos da Valsugana junto com outras famílias. Prova disso são os nomes de quase todas as famílias locais: Brandalise, Mocelin, Zabot, Arboit, Tonin, Menin, Mores, Bassani, Batistel, Dalle Mulle Grando, Macagnan, Strapazzon, Madalozzo, Baratto, Bacco, Macalon, D'Agnese, Turra etc.
Percebe-se em quase todos os nomes um tom francês nítido. Com o passar dos anos se italianizaram ..."
Lembro quando criança de ouvir meu avô Antônio (Tônico) falar que a família Zabot era de origem francesa e que teria se refugiado na Itália, após ter servido a Guarda Nacional de Napoleão.
Fonte: DALL'AGNOL, Frei Sylvio Giocondo. O AMOR É VIDA Árvores Genealógicas das Famílias Dall'Agnol, Bogoni, Bodo, Pra, Spigiorin, Mores. 2º edição. Escola Superior de Teologia São Lourenço, Porto Alegre, RS
Percebe-se em quase todos os nomes um tom francês nítido. Com o passar dos anos se italianizaram ..."
Lembro quando criança de ouvir meu avô Antônio (Tônico) falar que a família Zabot era de origem francesa e que teria se refugiado na Itália, após ter servido a Guarda Nacional de Napoleão.
Fonte: DALL'AGNOL, Frei Sylvio Giocondo. O AMOR É VIDA Árvores Genealógicas das Famílias Dall'Agnol, Bogoni, Bodo, Pra, Spigiorin, Mores. 2º edição. Escola Superior de Teologia São Lourenço, Porto Alegre, RS
sábado, 26 de setembro de 2009
Um parente na Guerra do Contestado

Durante os quatro anos que durou a Guerra do Contestado (disputa divisórias de áreas entre Paraná e Santa Catarina) morreram cerca de 20 mil pessoas - equivalente a um terço da população de Santa Catarina, à época. E também milhares de militares. O movimento revoltoso teve, ao longo desses anos, várias lideranças que comandaram com êxito muitos combates e ofensivas. Entre eles Venuto Baiano, Chico Ventura, Aleixo Gonçalves, Antonio Tavares, Adeodato Ramos, Bonifácio Papudo e Alemãozinho (que traiu o movimento). Antonio Tavares, viúvo de Gertudres, após este período guerrilheiro se refugiou no sul do estado, fixando residência em Pedras Grandes onde casou, em 1917, com uma das filhas de Francesco Zabot, a Rosa de Lima (Rosinha), com quem teve 8 filhos. Mudaram-se para Araranguá, onde atuou como rábula. Mais tarde Antonio Tavares veio a ser nomeado Delegado de Polícia em Tijucas.
Fonte: RUBIM, Sérgio (Canga), jornalista e estudioso da Guerra do Contestado.
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